sábado, 6 de dezembro de 2008

Leituras I

O Gênio é um dom natural: é a disposição inata do espírito, pela qual a natureza dá suas regras à arte. (...) Por aí vê-se que o gênio:
  1. é um talento, que consiste em produzir aquilo sobre o qual não se pode dar nenhuma regra determinada; não se trata de uma aptidão para aquilo que pode ser aprendido segundo uma regra qualquer; segue-se que a originalidade deve ser sua primeira propriedade;
  2. que como o absurdo também pode ser original, seus, produtos devem ao mesmo tempo ser modelos, isto é, exemplares, e por conseguinte que, sem terem sido eles mesmos engendrados pela imitação, devem ainda assim servir aos outros de medida ou regra de julgamento.

Kant. Crítica da faculdade de julgar.

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