sábado, 29 de novembro de 2008

O VIAJANTE.... (PARTE 1)

Meus caros, todas as histórias que se seguirão são o resultado de meu trabalho de imersão na noite. Meu principal ofício: descobrir peculiaridades noturnas. Meu "dever": imiscuir e investigar. Daqui pra frente meu nome será Tenebras, o perscrutador da noite, nome mais infantil, e daí!.

Minhas elucubrações também participam deste meu estudo, ou melhor, devaneio. Aqui, o que vale é a liberdade...

Assim, meus caros, perambulava pelas ruas de Barbacena, a cidade das sobras, em meu robusto cavalo metálico de batalhas. Preparado e atento às peculiaridades do momento....

Neste momento, me ocorre um grande pensamento , ou pequeno, não sei mesmo seu tamanho...
"As querelas não durariam tanto se o erro estivesse de um lado somente." Conferi depois o pensamento 496 do autor La Rochefoucauld. Sem absolutamente nada de melhor para me ocupar me deparei com esse aforismo, se assim posso chamar, e quedei-me em minhas elucubrações...
Olhando ao redor percebi o nada que me envolvia... assim, conversando comigo mesmo em meu monólogo concluí: As querelas duram pois um erro sempre é parte inerente do errante... Será? Tenebras, pensei, você vai enlouquecer.... mas, o pensamento não possui travas. Será que se somente um lado reconhecesse seu erro as pendengas estariam resolvidas... Tenho a firme convicção que não... pois qual o critério para diferirmos onde está o ERRO? Difícil dilema....
Sacudo a cabeça.... volto para realidade. Ligo meu possante e parto para meu destino. Uma festa de formatura.
Até a próxima....

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